16!

Esse é um post que era pra ser feito originalmente no meu fotolog:. Porém, o fotolog criou por algum motivo um limite de caracteres, e esse limite foi excedido. Portando, aqui vai o post, muito bem escrito as 02:44 da manhã ;)

 

Eu na praia grande, com 16 anos.

 

‘ Olha como eu era magra, e minhas coxas eram finas… Eu usava um colar meia boca, que tinha a letra ‘R’ no pingente, e me importava com coisas meigas e simples. Olha que diferença! 4 anos depois…

Ainda tenho essa regata e o shorts… Mas o celular eu quebrei numa briga com o tal ‘R’ hahahha. Foi na minha época doidinha… Lembro desse dia, eu tava voltando da praia, e voltando pro inferno paulista. Foi o começo da pior época da minha vida (dramática).

Acho que era Praia Grande, e lembro muito bem, de como eu pegava o celular do meu primo emprestado todos os dias pra entrar no msn e conversar com um menino horrivel que fazia DG no KK… Legal é que hoje eu vejo o quanto ele me ajudou, mesmo sem saber. Me prendi a alguns pontos básicos e fui sobrevivendo algumas semanas, até surtar de vez, mas enquanto tinha alguns amigos e rebeldias tudo ficava bem ;P

Saudades dessa época. Foi quando comecei a fazer Nut, e conheci a Dã e o Vinnie… Lembro de como algumas fotos postadas no orkut me fizeram quebrar o celular, e mais algumas mentiras contadas me fizeram ter o primeiro PT da minha vida. Eu tinha 16 anos, fui parar o hospital e perdi algumas grandes amigas.
Talvez com o passar do tempo, a gente vá esquecendo das coisas que nos fizeram crescer, ou mudar. Confesso que deixei de lado essa parte da minha história. Dois anos de um namoro que naufragou e tudo que eu sabia fazer era coisas doidas que deixavam minha familia inteira de cabeça em pé. Tipo quando me mandaram pra Atibaia, pra mudar de ‘ares’, e eu fui dar um ‘rolê’ e acabei indo parar na rodoviária, olhando pro nada. Estranho como lembrar dessas coisas não me deixa triste, nem envergonhada. As coisas mais sinceras que aprendi em toda vida, foi naquele ano. Ano que conheci um anjo de verdade, ano que falei com Deus, e Ele me ajudou sem questionar.

Foi o ano que comecei a namorar o melhor amigo que eu já tive, e continuo até hoje. Errando, tropeçando, mas to aqui. Fico pensando se tudo isso não é parte de um destino já escrito, ou se tudo são acasos…. As vezes eu me importo com coisas tão pequenas, e esqueço que o maior da vida está aqui.

Um beijo.
Carol.’