Domingo.

Hoje eu senti uma necessidade grande de escrever e falar de mim, de tudo aquilo que em transforma e me mantêm viva. Vontade de falar das coisas que me incomodam, que me incomodam nos outros, o que eu quero modificar no mundo, o que eu planejo pro restinho de 2013… Mas não consegui. Acho que pela primeira vez num domingo de angústia, eu não consegui escrever. Tentei, tentei e não saiu.

Eu repensei muito hoje, na minha vida que tem girado em círculos e sobre essa vida que (por mágica) é a mesma de 5 anos atrás. Mudam os personagens, mas a história se mantém, e me pergunto até quando eu vou deixar isso continuar…
Eu amo as pessoas que me rodeiam, os meus amigos, meu namorado atual, mas… falta algo. E quão injusto é, obrigar uma pessoa a preencher seus vazios existenciais, quando nem você mesma dá conta disso? Por que ficar sozinha nunca pode ser uma opção, e sempre é visto como algo ruim, cruel e difícil de lidar?
Eu cansei. Cansei de fugir de mim mesma, das minhas dores, dos meus traumas. Cansei de conversar com alguém e não ser 100% naquilo. Cansei de nunca ser 100% em nada (ainda que pareça que eu seja).
Semana passada, num rolê, eu ouvi da minha melhor amiga: “nós três somos fudidos, estamos fudidos.” e na hora eu discordei.
Mas pensando hoje, será que não somos mesmo?
Estou em silêncio, tentando refletir em tudo de bom que eu fiz em 2013, e não consigo pensar em nada. Não fiz bem pra ninguém, não fui uma boa filha, boa amiga, boa namorada, boa ex namorada. Não fiz o bem pra ninguém. Não estive ao lado de pessoas, desprezei e ignorei. Não fui capaz nem de fazer o bem a mim mesma. Tantas coisas que eu jurei que nunca faria, e fiz. Tantos valores deixados de lado, ensinamentos que eu não segui.

Descobri que angústia dominical, é angústia diária, que a gente espreme e engole todos os dias pra esquecer e no domingo tudo regurgita pra te fazer lembrar, que nem mesmo os rolês mais loucos, o sexo mais bem feito ou os melhores livros/músicas/filmes/séries, te fazem esquecer daquilo que você é e que te consome pouco a pouco.

A vida? Ela segue. Já passou da meia noite, então já é segunda. Um dia de cada vez, e a gente muda essa porra toda.

Boa noite.
Carol.

Lebenslangerschicksalsschatz.

“Existe uma palavra em alemão: lebenslangerschicksalsschatz, e a tradução mais próxima seria ‘O tesouro do destino ao longo da vida.’ Victoria é wunderbar, mas ela não é o meu lebenslangerschicksalsschatz. Ela é o meu beinaheleidenschaftsgegenstand, que significa: ‘Aquilo que é quase aquilo que você quer, mas não completamente.’
Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve com o tempo. É algo que acontece instantaneamente. Atravessa você, como a água de um rio depois da tempestade… Preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estomago. Na sua pele. Eventualmente todo mundo encontra. Só que nunca saberá onde ou quando.” – HIMYM S8E01

Memories.

“Às vezes sinto que o meu lugar não é aqui
Eu ando no escuro que é pro sol brilhar mais forte quando surgir
Sou essa alma inacabada a construir
Pois eu nasci sem muros, mas só o som da sua voz pode me destruir

O amor é incondicional até conhecer
O que o outro esconde no porão da sua alma, que é pra ninguém ver
E acredite quando eu digo: seja feliz
Você nasceu pra ser espinho, e eu cicatriz” 

Impossível não lembrar das terças feiras de chuva, onde eu voltava pra casa ouvindo essa música e imaginando onde que ela se encaixava na nossa história…

Quase 2 anos se passaram, e eu ainda não sei a resposta.

‘Cause you know I’d walk a thousand miles…

…If I could just see you… tonight!”

Quando nos conhecemos no primeiro sábado de 2013, eu não imaginaria o estava por vir. Você me puxou pra dançar, nos beijamos, eu não fazia ideia de que a partir daquele sábado, todos os sábados do ano seriam nossos.

Eu não sabia que minha melhor amiga ia gostar de você, que íamos nos dar tão bem, que nossas brigas seriam tão sérias e as nossas reconciliações mais ainda. Eu não sabia que você ia se tornar um bom amigo, que me ajudaria em dias difíceis, que iriamos conversar todas as manhãs, que assistiriamos GOT aos sábados tomando sorvete de uva =)

Eu não sabia da sua racionalidade, maturidade e compreensão. Eu não sabia que me apaixonaria tão rápido.

Não lembro qual foi o momento certo em que descobri que estava apaixonada por você, mas me lembro bem do momento em que decidi te levar a sério.

Levar a sério implica muita coisa. Depois de um relacionamento fracassado, poucas pessoas começariam outro tão rápido, e poucas confiariam em outra pessoa da mesma forma, então eu levei tudo como brincadeira, fui me divertindo e vivendo um dia de cada vez…

O fato é que eu já sei todas as regras de um namoro de trás pra frente. O tempo me ensinou todas as coisas que podem ser decoradas, e eu nunca imaginaria que estar com você superaria todas essas coisas, e que eu aprenderia algo novo todos os dias.

É muito bom termos a nossa própria rotina, conversar com você todas as manhãs, assistir todos os jogos do Corinthians contigo, ouvir seu “eu te amo” enquanto você beija minha testa, muito bom passar todos os finais de semana juntinhos, brincar com você, ouvir suas reclamações sobre meu 3G, ser mimada e te mimar… É muito bom te amar de verdade e me surpreender com isso ;)

Eu decidi te levar a sério, porque vi que você feito da sua maneira, consegue ser único. Decidi te levar a sério, porque em algum momento desse meu caminho eu vi que me apaixonei por você mais do que devia, e percebi que se é pra namorar, então que seja da maneira certa.

Jonathan Prado Fausto, então agora eu te digo, que prometo que é sério. Que eu te amo de verdade, e prometo, prometo fazer o possível para que esse relacionamento dê certo. Prometo ser aquela que você procura em dias complicados, prometo cuidar de você, te respeitar, e te fazer rir. Prometo ser só sua, apenas sua. 

“Então vem, é sempre cedo, com você não vou ter medo…”

Te amo, Carol.