Talks Shows On Mute

Yeah, three, two, one…
Lights! camera! transaction!

Lembro-me bem, de que quando meu avô faleceu, pouco mais de um mês atrás, muita gente me falou muita coisa. Lembro da primeira coisa que eu disse, e do que eu ouvi em resposta.
Nesse dia, eu ouvi “Carol, essas coisas tem que acontecer. (…) A gente perde pessoas todos os dias, mas ganha novas. Nenhuma substitui a outra, mas no fim tudo se encaixa.” Foi uma droga ouvir isso num momento tão difícil, mas refletir hoje me fez concordar. A gente perde as coisas, para ganhar outras. Tudo se renova…

Tenho andado reflexiva nas últimas semanas (pra não dizer depressiva), e realmente ia deixar pra depois os motivos e as decisões, mas como deixar de lado algo que te consome aos poucos?

Eu sinto que chegou a hora, também. Acho que sugamos tudo que tanto amor poderia nos dar. Até a última gota. E fico feliz hoje, porque nós fomos felizes. Intrigas, pseudo-traições, raiva, mágoa, nada disso importa mais. Por mais egoísta que eu seja dizendo isso, vamos seguir em frente. No pior dos casos, eu estarei seguindo, não tão em frente quanto deveria, mas prometo tentar conviver com a falta, com as lembranças e com a culpa.

Sinto que falhei quando te fiz promessas que eu não poderia cumprir. Falhei, e sinto-lhe dizer que continuo não cumprindo promessas que fogem à minha essência.

A vida vai seguir.

Parece besteira dizer que tudo ocorreu por um motivo, mas não é. Realmente, tudo ocorreu por um motivo. Tudo ocorre por um motivo. E te conhecer, anos atrás, me fez amadurecer de uma maneira que só você sabe. Eu amadureci pra vida, pras decisões, e amadureci pro amor.

Prometo continuar sendo quem eu sou, a adolescente de 4 anos atrás, que tinha nos olhos o respeito pela vida, e principalmente amor pelo próximo.

“Se onde dói é a realidade, tome uma dose pequena de ilusão. Nem precisa alienar, só anestesiar, por favor, não morra de realidade.”

No título do post, tem uma música que não parei de ouvir desde umas semanas atrás. Acredito que o motivo seja um só: meu ego vence. Desculpa por isso.

Nota de quem escreveu o post:
Escrevi umas semanas atrás, não lembro a data exata, mas achei que ficou bom. Não excelente, mas bom. Demonstra a pessoa que eu sou. E só hoje tive coragem de postar. Enjoy!

Beijos, Carol.

Onde não existe paz, não existe amor.

“A subida é longa
E o chão é de pedra
Dificuldade em domar as próprias pernas
O mundo que se move nem sempre a seu favor
Você precisa ter coragem pra provar o seu valor
Mas ao contrario da vontade esquecida por nós dois
O tempo não muda
Não deixa nada pra depois
Mas se eu puder, viver, amar intensamente
Bem mais do que eu odeio tudo ao meu redor
A gente tem que provar todo dia quem a gente é”

Impossibilidades.

“Ela fala sobre problemas internos que se manifestam nas relações que temos com outras pessoas. É mais ou menos a história de uma pessoa que quer dar um tempo, pra pensar direito nas coisas, resolver esses problemas que só dizem respeito a ela mesma. “Não há paz entre nós dois / Se não houver paz bem aqui”.” – Lucas Silveira, sobre música Impossibilidades – Fresno.

Amor.

“Porque a felicidade não é mensalmente, e sim diariamente…se eu pudesse comemoraria todo dia, já falei uma vez e volto a repetir, bendito seja aquele 5 de janeiro, lab club, canto destro da balada, segundo piso, aproximadamente 3e30hrs da manha…bendito seja aquele dj que estava tocando as músicas para eu ter puxar para dançar.” – Jonathan Prado Fausto, 06/06/2012.

Não tem como descrever o quanto é bom acordar e ler suas palavras bonitas…
Eu te amo 

Aprendi.

Aprendi em 2 dias que suprimir a dor faz com que ela exploda quando menos se espera. Aprendi que algumas atitudes podem ser mais cruéis do que se espera. Aprendi que eu não sou perfeita, não sou plenamente feliz, e que nos últimos 4 anos, eu tenho vivido uma mentira.

Aprendi em 2 dias que a vida é difícil.

Aprendia  esperar o pior, a não esquecer das minhas raízes, de quem eu fui. Aprendi que “prazeres compensam as consequências.” Aprendi que as vezes quando você chora pensando em alguém, não pode ser totalmente por remorso de coisas que fez ou deixou de fazer, mas sim por vergonha. Aprendi que eu tenho vergonha de quem fui, de 2009 pra cá.

Sigo em frente desejando que cada dia ruim, ou falsamente bom, tenha ficado pra trás. Tentando me tornar uma pessoa melhor, deixando as pessoas livres pra buscar a felicidade dentro delas. Ninguém é culpado pelos meus traumas.

Pensar nos outros antes de pensar em mim. Ser uma pessoa melhor, e se no caminho eu falhar, me lembrar sempre que “as vezes chorar é melhor que sorrir.”

Estou seguindo sem saber se é pra valer todas as mudanças, mas eu estou seguindo.

Um beijo, Carol.

Fibra Moral

Fibra moral. Mas o que é fibra moral? Quer dizer, é engraçado, eu achava que era sempre dizer a verdade, fazer coisas boas… Sabe? Basicamente ser uma porcaria de um escoteiro! Mas ultimamente eu comecei a pensar diferente… Agora eu acho que fibra moral se trata de encontrar uma coisa que a gente realmente goste, uma coisa especial que signifique mais pra você do que qualquer outra coisa no mundo. E quando você encontrá-la, lute por ela, arrisque tudo, a coloque na frente de tudo, do seu futuro, vida… De tudo. E talvez o que fizer pra ajudá-la não seja assim tão limpo… Quer saber? Isso não importa! Porque lá no fundo você sabe que valeu muito a pena… É disso que se trata fibra moral.

Matthew Kidman (The Girl Next Door).