O ser em si

Para a filosofia existencialista, o amor é um ato egoísta, onde nenhuma relação é simétrica, e promove para nós uma angustia existencial: ao mesmo tempo em que eu não preciso de você para existir, eu preciso de você para existir. Ao mesmo tempo que não faz falta nenhuma, faz toda a diferença. E isso nos leva a beira do colapso constante, marcado pela presença do outro. Sartre dizia que quando o outro aparece, aparecem-se os conflitos: “O Inferno são os outros!”. E o amor, esse ato egoísta, vem por si só solitário. Solitário em si, porque o amor é desejar o desejo do outro. No amor, tudo que queremos é que o amado queira ficar conosco. E essa busca constante pelo amado, provém da solidão amorosa, que todos nós possuímos internamente. Possuímos, segundo a filosofia existencialista, três solidões. Seriam elas a social, a amorosa e a existencial. Esta última, não podendo ser superada em nenhuma circunstancia, somente amenizada pelas outras duas. O amado é apenas um objeto para todo o amor guardado no amante. O amante se impõe ao amado, mas ainda assim, sem Palmeiras não há Corinthians e sem o outro eu não existo. Se eu anulo o outro, automaticamente estou me anulando. Os homens possuem a tendencia de subjugar para não serem subjugados, mas é no ódio que eu reconheço o amor. Somente quem esteve profundamente apaixonado, odiou intensamente o amado… E sem atrito, não há prazer. 

Ideias que fogem, confundem e enganam, mas estão aí. Saudades amor Shakesperiano </3

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