Toda intensidade!

Em uma manhã ensolarada, a vida nunca foi tão bonita. Eu quis saber escrever poemas, porque você mereceu todos eles. Eu desejei poder escrever um texto bonito pra você, e contar aquilo que só nós dois sabemos… Tudo se definiu ali.

Voltando pra casa, eu percebi que a vida não seria mais a mesma. Senti vontade de gritar pra meio mundo. De ir correndo pra casa de uma melhor amiga com quem eu não falo mais, e poder contar que eu finalmente achei aquilo que eu tanto procurava…

Sabe todos meus textos e todas as formas bregas e desnecessárias que eu sempre conto como me apaixonei por cada pessoa que passou pela minha vida? Pois bem, o momento exato em que eu me descobri apaixonada por você, aconteceu em alguma hora desconhecida da madrugada, enquanto você respirava baixinho deitado do meu lado. Eu despertei, e me vi de mãos dadas com você. Lembrei da sua insistencia para dormimos de conchinha, enquanto eu falava que não conseguia dormir assim… Não sei em que parte da noite nós acabamos dessa forma, mas agradeço ter acordado e ter me dado conta dessa imensidão que brotava em mim.

Então eu fiquei lá, com o silencio da noite, e suas mãos segurando a minha. Seu coração batia, e o meu também. Eu quis tanto que esse momento se eternizasse!

Demorei 1 semana exata pra escrever isso, e poder despejar tudo aquilo que eu guardei durante esses 7 dias. Foi lindo, muito lindo. Amei cada momento, amei conversar com você até dormir, amei dormir de conchinha, amei nosso café da manhã desajeitado, numa padaria qualquer.. Amei conhecer sua mãe, ficar vermelhinha de cerveja e te ver rindo disso. Amei escrever todas essas palavras e poder te eternizar nesse textinho bobo, num wordpress falido.

(E depois de escrever tudo isso, e deixar no rascunho esquecido, decidi enfim postar. Porque sinto que de uma forma ou de outra, você merece ler tudo que eu já escrevi pra você. Tudo que eu escrevi e não tive coragem de postar. Posso começar por esse?)

As Razões do Amor

“A base de nossa confiança no interesse por nossos filhos e nossas vidas está no fato de que, em virtude das necessidades implantadas biologicamente em nossa natureza, amamos nossos filhos e amamos viver. Geralmente continuamos amá-los até mesmo quando eles nos decepcionam ou quando nos trazem sofrimentos. Muitas vezes continuamos a amá-los mesmo quando nos convemos de que esse amor é excessivo. (…) Não julgamos desarrazoadas nem injustificadas as ações dos pais que persistem em amar e proteger seus filhos com uma confiança de uma devoção inabaláveis, mesmo depois de descobrirem que seus filhos despertam a aversão ou o desdém de outras pessoas. Nem é costume condenar esses pais por agirem assim, mesmo quando são totalmente incapazes de defender com argumentos plausíveis – e muito menos provar – que a hostilidade contra seus filhos não tem razão de ser. Não achamos que uma pessoa está sendo irracionalmente estúpida, ou que seu comportamento é repreensivelmente arbitrário, quando ela insiste em defender sua própria vida, mesmo não conseguindo refutar as acusações levantadas contra ela por aqueles que a querem morta.
Por que deveriamos nos sentir, por menos que fosse, embaraçados pela impossibilidade de mobilizar justificativas rigorosamente demonstrativas de nossos ideais morais ou da importancia avassaladora de outras coisas que amamos? (…) Por que não deveriamos nos sentir felizes em lutar por aquilo que amamos de todo o coração, mesmo quando não há bons argumentos para mostrar que é mais correto amarmos essa coisa do que amarmos outra?” do livro “As Razões do Amor” – Harry G. Frankfurt

Azeitonas e cebolas

Então você chega, me indica um filme, uma música, uma banda. Você chega, me chama pra sair, me faz ter vontade de escrever poemas e dançar sozinha por aí. Você vem, me abraça, segura minha mão e ri de qualquer coisa dita aleatoriamente. Você sorri, e seu sorriso é lindo. Você é lindo. Então eu passo meus dias sorrindo lembrando de nós dois, e esquecendo que nós dois não somos mais do que somos. Eu passo os dias planejando e treinando frases pra te dizer… E você me responde sempre com doçura, atenção e carinho. Confunde a mim, pois suas intenções são ocultas e dificeis, mas de repente, eu me percebo apaixonada por você, pela milésima vez, e toda confusão se desfaz. Então, eu quero te chamar pra sair de novo, te ver de novo, mas… sempre tem um ‘mas’ que me impede. E eu já te escrevi tantos textos… Esse é mais um que você não vai ler, que eu não vou postar, e que vai ficar por aqui numa pasta ‘rascunhos’ triste e vazia, porque nenhum desses sentimentos aflorados teve a minima chance de se declarar… Eu continuo aqui, desejando que a teoria das azeitonas esteja errada, que a das cebolas esteja certa… Desejando poder te ver, ouvir sua voz e me apaixonar de novo pelo seu olhar. Poder conversar sobre música e filmes com você uma última vez. Poder dizer aquele ‘escuta, sei que é cedo, mas acho que estou apaixonada por você’ que explode no meu peito toda vez que nos falamos. Agora mesmo você me mandou uma mensagem e escuta, eu acho mesmo que estou apaixonada por você…