2014

O melhor e pior de todos.

O meu começo de 2014 foi 20 de janeiro em Campos de Jordão. O começo do fim.

Como falar de algo que eu prometi nunca mais escrever sobre? É… fazemos muitas promessas e não cumprimos nem metade. A verdade é que eu nunca deixei de escrever sobre ele. Escrevia no celular, no diário, no fotolog. Como esquecer algo que foi tão repentino e tão doloroso? Eu não quis esquecer. E deixei de sentir tudo que eu precisei sentir o tempo todo, para que uma parte minha continuasse dele. Coisa besta né? Se tem uma coisa que 2014 vai deixar saudades é que ele é o último ano da minha vida que eu passei ao lado dele. Ri, viajei, beijei, amei… Todos os verbos estão no passado, e agora ficam definitivamente em 2014. O nome que ecoava cada vez que eu ouvia algo romântico, também fica em 2014. Foram 9 meses até eu criar coragem pra escrever isso, mas perde-lo foi a melhor coisa que já me aconteceu. Não no sentido ruim, como se ele não tivesse sido bom pra mim, mas porque assim pude me redescobrir como pessoa. Pude sair mais sem hora pra voltar e satisfações pra dar. Conhecer gente nova e maravilhosa. Me aproximar mais dos meus amigos. Fazer novos amigos. Me dedicar 100% ao estágio e faculdade…

E o que dizer das pessoas que eu conheci, e que vou me lembrar pra sempre?  Teve todos os Yoshikawas que hoje são meus melhores amigos, aqueles pelo qual eu troco qualquer rolê, qualquer coisa. A melhor família do mundo, cuja presença e mensagens se fazem necessárias a cada acontecimento marcante. Tha, Adller, Fla, Fe, Hel, Le, Dou, Gabi! Melhores companhias de balada, meus anjos na Terra; Teve minha reaproximação com a minha família toda. Nunca fui tão feliz como fui ao lado deles; Teve aqueles que já eram meus melhores amigos e reafirmaram a amizade: Julio, Vinnie, Felipe. O Julio é aquele por quem eu faço tudo. Todos os sacrifícios que eu fiz em 2014 foram por ele. Era pra ele que eu ligava chorando quando as coisas se tornavam vazias. Ele que eu fazia/faço questão de todo quinto dia útil pagar um jantar, qualquer coisa assim só pra passar mais tempo da minha vida com sua presença. O Vinnie que sempre foi e sempre vai ser quem cura meus males. Dedico a ele toda minha recuperação do término. Nunca tive um amigo assim. Passou todas as sextas feiras difíceis ao meu lado, bebíamos juntos até eu esquecer de tudo, fazia a cama e me colocava pra dormir sem pedir nada em troca. O Felipe sempre teve ouvidos aos meus desabafos. Continua sendo meu amigo de mais longa data. Todos meus grandes melhores amigos, mais uma vez grande parte dos meus dias felizes são deles.; As meninas lindas que compõem juntamente comigo o trio de psicogatas esquerdistas do Mackenzie: Carine e Bruninha. Minhas duas lindíssimas, que estiveram todas as manhãs obrigatoriamente aguentando meus surtos, meus problemas, minhas loucuras, meus “dessa vez é sério”. As moças que desde o começo do ano me apoiam nas decisões, e me ajudam a seguir em frente com elas. As únicas amigas do sexo feminino que eu confio e sei que vão ser pra sempre. Eu as amo. E amo cada discussão filosófica sobre o amor, a vida e o mundo atual. Amo até o trabalhos que sempre nos estressam e nos fazem pensar “PQP essa faculdade não acaba”.; Os amigos novos que eu fiz, Fe Ricelle, A. Junior, Christian, Gabriel, Stefani, Carol, Thaysa, André. Meu ano é deles também.; Os amores perdidos: O Gabriel de Santos, que marcou uma parte da minha superação. Menino lindo, cuja presença no skype toda noite me encantava e me livrava da necessidade do rivotril pra dormir. Uma das paixões mais fortes que eu já senti. Um dos melhores beijos também. Eu amava cada parte da nossa relação complicada hahaha. Desde a distancia, até a chatice dele; O Luiz durou só 1 dia, mas eu pensei nele por quase todos os outros desde então. Nossa conversa sobre casamento foi inesquecível. “Mas se você pensa tanto nessas coisas triviais como idade para casar, você acaba perdendo aquilo que realmente importa. Quem disse que você vai encontrar a pessoa certa antes dos 30?” <3; O Marcos doidão hahaha. Melhores conversas do mundo! O único que eu realmente cogitei namorar; O Pedro Gabriel, que acabou se tornando um grande amigo. O Helder gatinho, amorzinho de Atibaia que nunca daria certo porque somos cunhados, mas que me tirava suspiros a cada mensagem. O Erik que é minha grande surpresa deste ano. Ainda não é amor perdido. Argumentou um “não” no meio da balada, com música alta e teor alcoólico maior do que o permitido e conseguiu um “sim”. Como escrevi pra ele uma vez: nunca vou deixar de ser grata pela insistência mesmo depois de todos os foras, ou por ele ter ligado naquela sexta feira pedindo pra que eu não furasse de novo.; Não posso esquecer do Ricardinho, meu autista lindo que eu faço acompanhamento terapêutico e dou aula no estágio. Nunca vou esquecer da sensação indescritível que é ver alguém evoluindo graças ao seu trabalho. Se tornando independente mesmo com todos os contras. Ele me trouxe o amor pela profissão que eu vou exercer.

Foi um ano difícil, mas lindo. Eu só posso ser grata por todos os aprendizados, pelas conquistas, por tudo que eu vou levar de bom. Tudo de ruim que aconteceu e só me fez crescer como pessoa.

Se tem algo que eu posso prever pra 2015, é que será um grande ano. Vem 2015! Mais mudanças, mais alegrias, mais realizações! Estarei preparada.

Beijos, Carol.

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