So yesterday

A vontade que eu tenho é de gritar pra meio mundo que pqp, eu to apaixonada pra caralho.

Mas tu não gosta que eu fale palavrão, vai pedir pra eu parar de ficar empolgada com coisas bestas e vai repetir pela milésima vez que não é do tipo namoradinho. O “eu nunca disse que prestava” continua estampado na sua camiseta, e a lembrança que ela trás daqueles três dias continua ecoando cada vez que eu te vejo passar pela minha sala e sorrir do jeito que só você sabe.

Você nunca disse que prestava.

Mas eu continuo constantemente apaixonada. Como quando te conheci, quis ficar contigo instantaneamente e durante um ano inteirinho eu quis, quis muito, mas nunca rolou. Como quando no final de cada noite vc vinha falar comigo, e eu tentava desviar para que não me apaixonasse por um cara que não valia nada, mas ainda assim não adiantou…

Eu te dei um primeiro beijo em condições não totalmente favoráveis, e ainda assim foi bom. Escrevi depois um textinho besta chamado “eight months in a few hours” e não postei porque cansei de tanta breguice com quem não vale a pena, mas eu to aqui de novo. Você não merece nenhum texto, mas eu continuo te escrevendo porque você faz com que eu me sinta adolescente. Eufórica, feliz. Como há muito tempo não me sentia.

E eu to apaixonada.

Paixão instantânea mesmo. Daquelas que te consomem, mudam, recriam e reinventam. Eu quis mostrar pra o tal meio mundo que você tinha sido meu. E quis pedir aos céus que continuasse sendo. Ao longo da noite você continua me dizendo que não presta, e pede por favor, que eu não me apaixone. Percebi que o mundo dá voltas, porque um mês atrás quem dizia essa mesma frase, era eu. Eu sabia, naquele momento, que estava apaixonada por você e sabia também que a partir dali estava tudo perdido. Ainda assim quis continuar, afinal as coisas não estão sempre perdidas mesmo? O erro foi meu, eu sei. Como te culpar pelas lágrimas, pelo surto, pelas brigas?

Tudo que eu queria era o gosto do seu beijo mais uma vez.

Tudo que eu queria era você de volta. Com seu sorriso, seu gosto, seus modos. Queria ouvir sua voz e sentir que nada mais seria igual. Queria não estar aqui, nesse domingo vazio, com essa sensação de que passou uma semana já e eu nunca mais vou ter suas mãos nas minhas. Não vou mais ver seu rosto com sono, ou você falando pra mim “Olha essas estrelas lindas! Vamos colocar uma cadeira aqui fora e ficar olhando?”. Não vou mais te ver bêbado, sorrindo o tempo todo e falando “Porra, você de novo?!” hahhahaha

Quando peguei aquele ônibus de volta pra casa, pra minha cidade, senti que dava adeus pra um dos dias mais perfeitos que já tinha vivido. Foi um sonho estar lá. Você fez tão pouco, e ainda assim fez tudo. Você nunca foi meu, e eu desejei tanto que fosse que até achei que as estrelas pudessem me ouvir. Quis só poder acreditar que teria alguns momentos a mais ao seu lado. Eu esperei um ano pra ficar contigo. Um ano completo, pra ter coragem de te beijar e ser tua. Como viver um ano inteiro em poucos dias?

No final das contas, o que eu te disse naquele último dia, se provou verdade.

Anúncios

Antes e depois da enchente

(Escrito em 30/agosto/2014)

“Já não me sinto tão mal em relação ao que me disse pra me manter aqui. Tão longe do seu olhar, sempre a me criticar…

Um email antigo re-lido na teimosia de umas saudades que insistiu em aparecer. A frase “você é maravilhosa! eu te amo tanto” que me causou dor física, as suas fotos que permanecem no meu celular, nossas conversas que eu não consegui apagar, nossas lembranças lindas que ainda surgem…

E o “eu não entendo” da música que ecoa na minha cabeça desde ontem. Qual foi a última vez que eu te disse que não escreveria mais nada pra ti, mesmo?

E cá estou eu, escrevendo essas linhas tortas. Com esse português difícil. Com saudades do seu sorriso e das nossas viagens. Ô saudades. Se eu pudesse voltar no tempo e dizer a mim mesma as coisas que eu sei hoje… Se eu pudesse ter te valorizado um pouquinho mais e ter te mantido firme do meu lado, ou se não fosse possível manter, se eu pudesse pelo menos ter aproveitado mais o tempo contigo, cada segundo valioso com sua presença… Eu ouviria todas as suas histórias, não dormiria enquanto você assistia seus desenhos chatos. Te olharia dormir, arrumaria sua cama, e faria todas as coisas que eu nunca quis fazer por preguiça, ou manha… Eu deixaria de brigar por besteira, estaria do seu lado naquela quinta-feira que você chorou por sua mãe. Te apoiaria em todos os sonhos, mesmo que eles não me incluíssem… Teria sido sua amiga, acima de tudo. Beberíamos e eu não choraria pelo futuro próximo, mas sim brindaria ao presente lindo que vivenciávamos. Que saudades de beber contigo! Que saudades de você, do seu toque, seu abraço. Saudades de chegar na Jurubatuba e te encontrar com aquela mesma cara de sempre, com olhos de amor, sabe? Te abraçar e poder segurar sua mão. Te contar sobre o meu dia e saber que você estaria lá ouvindo… Saudades de te dizer “te amo”, e ouvir um “quer casar comigo?” durante qualquer hora besta do dia.

Lembra quando você disse, que se mudasse de ideia sobre o casamento, me procuraria e casaria comigo? Lembra como eram doces as noites de sábado, e como a gente ria contando histórias bobas numa terça-feira cheia de tédio? Eu não entendo as saudades, e não sei lidar. Fazem quantos meses que não nos falamos, meu amor? Hoje outras pessoas me chamam de meu amor, e isso me incomoda, sabe? Lembra a primeira vez que falei que te amava? Foi num domingo, e você veio me deixar em casa. Eu lembro que falei sem querer, e você me disse (meses depois) que naquele dia voltou pra casa rindo sozinho de felicidade…

… E se eu disser que não dói tanto assim saber que já não sou o motivo pra te fazer sorrir, e quem segura a sua mão quando já não é preciso dizer mais nada? …

Dias desses eu resolvi escrever algo significativo o suficiente pra me lembrar todos os dias que depois de você eu já não sou a mesma. Lembrar que você me mudou, e com isso eu perdi grande parte da menininha que fui quando te conheci.  Dia dessas, eu senti falta da pessoa que fui quando te amei.

… E a vida segue pra mim, afinal as contas vão chegar, e o nosso endereço elas sabem de cor. E você também deve saber, talvez resolva aparecer (…) Imagine então, se nada mais pudesse nos prender e eu de fato conseguisse, enfim, viver como deveria viver.”

“Hands down” – Dashboard Confessional

Escrito em nov/2014

Repeti a nossa história hoje, como quem conta versos. Engraçado… falar de ti me pareceu tão natural que eu esqueci que há meses que eu não citava seu nome. E ele soou como música em meus lábios. A vontade de te ter de novo em minha vida foi inevitável.

Esses dias falei com uma amiga sobre amor. Não consigo não associar você a pessoa que me faz tremer com um olhar, que balança meu mundo, que tira tudo de mim, me reconhece e me despedaça com um toque. Você é e sempre vai ser a definição mais exata que eu tenho sobre amor.

Eu não minto quando falo que você foi o amor mais intenso e mais bonito que já vivi. Que eu daria tudo e qualquer coisa pra te ter mais uma vez. Que não existe um dia que eu não me arrependa de ter te deixado partir…

Eu minto quando falo que vivo perfeitamente bem. Quando as pessoas me perguntam se eu estou feliz e eu respondo que sim. A verdade é que eu não sou completa. Sinto-me constantemente como um quebra cabeça cuja parte importante está em falta, que é você.

Repetir tudo isso me faz reviver muita coisa, e sabe, foi lindo ser tua namorada. Como é bobo a gente deixar tanta coisa passar por mágoa ou rancor, né? Fui transformada por ti, e eu só posso agradecer. O que houve de ruim a gente esquece bê. A vida é tão grande e imensa pra nos prendermos nessas coisas mesquinhas. Eu tô feliz que você tá feliz, e é isso que importa. E se um dia nos reencontrarmos, me permita um abraço, ok? Sempre serei sua pra todos os abraços possíveis e juro que você será um dos primeiros a receber meu livro (caso um dia eu escreva um). Obrigada por todos os incentivos.

O amor é tudo que eu encontro quando penso em você.

————————————————————————————

Hoje é 12/04/2015. Quatro meses atrás eu escrevia um email, pra ser enviado hoje. Ele se tornou um post, o Fez-se mar. Você leu e me mandou uma mensagem, mensagem essa que se tornou outro post… Dá pra ver que eu gosto de escrever, né? Gordo, eu li todas as palavras que imaginei lá em janeiro escrever hoje e me dei conta que estamos em eterna mudança mesmo. O tempo cura tudo, e ele me curou de você. Só o carinho, que esse não muda nunca. Acredito que eu nunca vou deixar de gostar de ti. Nunca vou deixar de me emocionar quando ouvir Hands Down, ou quando ver uma foto nossa… A saudades aperta quando eu lembro do sonho bom que vivenciamos. Pareceu um sonho mesmo, sabe? E é tão estranho imaginar o que teria acontecido se realmente tivéssemos morado juntos em 2013, ou casado em 2014… Já passou, eu sei. O sorriso ainda aparece quando lembro desses dias. É uma nostalgia gostosa. A vida segue aqui. Teu aniversário me lembrou de muita coisa que aconteceu 1 ano atrás, e eu só posso te pedir desculpas. Espero que hoje seja um dia diferente daquele outro que passou. Espero que você possa sorrir e quando você sorrir, eu vou estar sorrindo junto – mesmo que longe. 

Gordo, acredito que nesse 1 ano sem você, eu já tenha te escrito todas as palavras possíveis, então me despeço aqui. Aproveite teu dia e todos os outros dos seus amados 25 anos. Seja feliz, muuuuito feliz! :))

O mundo outra vez se enche de graça

Faz pouco mais de 1 dia que eu deixei sua casa, com seu lençol um pouco sujo e tudo mais ou menos bagunçado. Pouco mais de 1 dia que sai pra rua com a sensação de ‘deveria ter ficado’. Na tua vida, com sua presença e longe de todos os meus problemas. Egoísmo meu querer ficar. Você é meu porto seguro instável. Em meio a tantas tempestades é alguém que me livra de todas as preocupações diárias, alguém que eu posso me apoiar e me livrar do caos que me assombra a semana inteira. Ouvir tua voz me acalma. Sua voz grave, meio rouca, com sotaque carioca tão lindo… Eu amo ouvir sua voz. Amo o gosto dos seus lábios quando você acorda, amo saber que você está do meu lado, que dormimos juntinhos durante algumas noites em 2015, e que foi tão bom que eu daria tudo e mais um pouco pra ter mais noites iguais. Minha alma fica mais leve quando to com você. Talvez você seja a definição mais próxima de paraíso utópico que eu já cheguei a ter. Eu me sinto segura, ainda que a segurança não seja nosso forte. Quando eu te deixei lá, uma parte minha também ficou. Sabia que não seria mais a mesma depois daquela noite, depois de conversarmos sobre tantas coisas até às 5 da manhã, de me sentir tão íntima contigo, poder falar coisas que eu nunca falei pra ninguém. Sabia que jamais conseguiria ser a mesma depois de conhecer alguém como você. Honesto sabe? Honesto consigo mesmo. E eu continuo me sentindo boba cada vez que você transforma as coisas confusas em simples. Quando suas perguntas me fazem chorar ao pensar em respondê-las (e eu respondo e choro mesmo assim). Quando descubro que somos tão diferentes um do outro. Nossos dias perfeitos são opostos e eu ainda assim quero fazer parte da sua vida. Sem romantismo e sem cobranças. Tudo bem, eu não me importo. Eu te deixo livre, se você me deixar ser livre com você. Eu te faço feliz se você continuar com esse sorriso lindo que me desarma toda vez. Continuo contigo se seu corpo se encaixar tão bem com o meu sempre que deitarmos juntos. Quero ser tua, enquanto pudermos ser um do outro. Escrever todas as cartas possíveis e jamais enviar nenhuma. Eu sinto saudades de você, mesmo que você nunca tendo sido meu. Desejo tua presença. Anseio por essas horas que vão passar em segundos. Com a consciência de que depois disso vou escrever pra ti de novo. Dizendo as mesmas velhas frases. Com saudades das mesmas coisas. E nesse ciclo sem fim, como é que a gente fica?

“So when we leave, it’ll be a quick midnight escape
We’ll disconnect ourselves from all of yesterday
I’ll dig for water and fashion our very own wishing well
Then we’ll throw our coins down, hoping to rid of us of this little hell”

A change in the weather

Eu acordo de madrugada e você está lá. Eu sei que daqui algumas horas seu despertador vai tocar, vou me vestir e te dar um beijo de “obrigada pela noite”. Vou ir pra casa e você pro trabalho. Eu te olho dormindo e você respira baixinho. Eu penso como a noite foi maravilhosa, como seus olhos brilharam, como os meus sorriram. Sinto saudades mesmo você ainda estando do meu lado. Saudades por antecipação. Lembro que horas antes, ao te olhar por um ângulo muito diferente e te ver sorrindo, percebi que o céu não é assim tão longe. E eu completamente fora de mim, quis que permanecêssemos lá pra sempre. Você me contou histórias bonitas, ouviu as minhas e se tornou tão singular. Você não faz parte da minha vida, nunca vai fazer. Não sabe dos meus traumas, meus medos, minhas inseguranças. Você é você. É só aquele que por três noites e três manhãs esteve do meu lado, assistiu filmes, riu e cuidou de mim como se eu fosse sua – mesmo eu não sendo. Você continuou sendo você e supriu por um período curto tudo que eu precisava. E nós dois, que falamos tanto de drogas, jamais pensaríamos que a viciada seria eu. Só que não em balas, doces e heroínas. Viciei na droga que aumentou meus níveis de serotonina, pôs a noradrenalina pra ser recaptada e a aumentou a permanência na fenda sináptica da dopamina. Tu é o único que entende de neurotransmissores, e eu to viciada em você. Cada pedaço seu. Desde seu sorriso tortinho, até a parte mais ínfima do seu corpo. E como se trata um vício? Como a gente supera a saudades que tem do coraçãozinho batendo mais forte quando você me vê e me dá um abraço tão apertado que eu até fico sem ar? Eu sinto falta do seu sotaque carioca, da nossa perspectiva nula sobre relacionamentos, do seu silêncio que me inspira, da sua risada que me acalma… Queria que nós não fossemos quem somos, que em 2011 eu tivesse escolhido a pessoa certa, que alguma perspectiva sobre futuro pudesse ser sonhada.

Eu queria poder fazer um texto onde seu nome pudesse ser revelado.

“I’ll always remember the sound of the stereo, the dim of the soft lights, the scent of your hair…”