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É janeiro de 2015 e você me manda uma mensagem dizendo que está com saudades. Outubro de 2014 e você diz que não sabe como as coisas são. Abril de 2015 e você não é do estilo “namoradinho”. Junho de 2015 e eu choro ao ouvir uma mensagem de voz sua: “Eu to feliz pra caralho”. Setembro de 2014 e eu me apaixonei por quem jamais poderia me apaixonar. Maio de 2015 e você segura minha mão. Junho de 2015 e eu continuo querendo você pra mim. Maio de 2015, você chora num restaurante qualquer enquanto me conta sua vida e eu imagino como será a nossa.  Dezembro de 2014 e eu penso que nunca mais vou te ver na vida. Abril de 2015 e eu me apaixonei pra sempre por alguém que não é o príncipe dos meus sonhos. Abril de 2015 e eu mudo de ideia sobre você. Junho de 2015 e não consigo não estar apaixonada. Não mais.

Junho de 2015 e… sua voz, seu cheiro, seu abraço, seu tom confuso em mensagens ambíguas. Suas mãos, sua letra horrorosa, seu sorriso. Junho de 2015 e a raiva que sinto toda sexta feira quando você sai com pessoas que eu não gosto. Junho de 2015 e eu gosto muito mais dos seus defeitos do que suas qualidades.

Junho de 2015 e eu te vi parado na minha frente, proferindo todas as palavras que eu nunca quis ouvir… Junho de 2015 e você é como oxigênio: ao mesmo tempo em que me mantém viva, também oxida as minhas células e me mata aos poucos. Mas todos nós não precisamos de oxigênio para sobreviver?

Junho de 2015… e eu só quero ficar numa boa por aí, não sorrir quando te vejo, mas falho todas às vezes. Falho por que meu amor é bipolar como tudo que envolve você e sempre volta. Nós permanecemos nesse ciclo sem fim. Você porque não tem escolha, eu porque minha escolha sempre aponta pra você.

Chegamos em Julho e eu ainda não terminei de escrever. Estou parada com o notebook no meu colo pensando em como você tem esse efeito em mim. A música está no refrão e… “I was praying that you and me might end up together. It’s like wishing for rain as I stand in the desert, but I’m holding you closer than most ‘Cause you are my heaven” … as palavras não saem mais. Você continua me deixando assim. Dia após dia. E eu só sobrevivo.

É 16 de agosto de 2015 e eu finalizo e transformo em escrita tudo que eu senti nesse 01 ano de convivência. Não há mais nada a ser dito sobre você ou sobre nós.

Mais lágrimas do que sorrisos.

Eu nunca vou esquecer do dia em que você disse que eu era a pessoa mais dificil que tinha conhecido, disse com um tantinho de tristeza “Carol, pq vc é assim? Tem essa mania de estar sempre na defensiva, não deixando passar nada… Eu não consigo lidar contigo”. Naquele dia eu não consegui te responder, mas estou aqui uns bons meses depois refletindo e remoendo cada vírgula dessas palavras pesadas, dificeís mas tão sinceras.

Eu sei que acabou aqui, então não consigo falar nada bonito e positivo. 23 anos de existência e eu ainda não lido bem com finais. E também não sei se agradeço, por isso deixo em aberto essa possibilidade. Espero que você encontre alguém que te ensine a amar. Que seus problemas familiares sejam enfrentados e resolvidos. Que nós dois possamos esquecer esses piores 3 meses de toda nossa vida. Que sigamos em paz com qualquer decisão que tomamos. Sei que daqui mil anos, quando eu lembrar de 2015, vai ser você que vai ecoar nas minhas memórias. E esse é o maior símbolo que eu posso te dar de que o que passamos valeu, valeu muito a pena.

“If we could just hang a mirror on the bedroom wall, stare into the past and forget it all… Will we get out of this little hell?”

#T

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