How could I’ve been so foolish to let your leave?

O fato é que você me bagunça. Você me enlouquece, me transforma e me entristece. Eu passo horas pensando “já deu” e te olho por dois minutos pra descobrir que não, não deu. Eu finjo pra mim mesma o tempo todo que não é bem assim, que você não mexe tanto comigo quanto eu imagino, mas eu cansei de me enganar, ou até de te enganar e enganar todo mundo. Você sabe e eu sei. Seus olhos não mentem. Eu queria que os meus mentissem, ou que não dessem tanta bandeira, mas você sabe. Você sabe e eu não canso de repetir. Sabe tanto que me machuca com cada sorriso, gesto ou cada briga. É tudo de propósito vindo de você. Porque você sabe e usa tudo que me afeta a seu favor. E eu não consigo evitar de sorrir na sua presença, porque tu ainda tem esse efeito em mim, e eu me sinto ridícula toda, toda santa vez que acontece. E eu choro. Choro porque nunca sei o que vai ser. E rezo. Rezo e choro porque sou egoísta pedindo pra Deus algo tão fútil, mas a verdade é que eu só queria que acabasse. Só isso. Não queria mais te ver e sentir meu estomago revirando, não queria mais ansiar por sua voz, por um beijo que eu sei que não vai vir, pelo toque que eu nunca tive. Você inspira os sentimentos mais obscuros de mim. Preciso de uma força sobrenatural pra conviver contigo todos os dias, e não dou conta.

No final de semana eu to livre de você e dos meus anseios, mas a segunda-feira chega e você vem junto. Como um tsunami invade meus sonhos, meus olhos, meus sentidos. Meu amor por você tem duração limitada de segunda a sexta, mas ele sempre volta. Penso que em mil anos, eu ainda vou escolher você, seu sorriso largado, e o jeito que você faz com que eu me sinta toda vez que nossos olhares se encontram.

Um mês atrás você era meu. A gente ria, e se unia em um. A gente brigava e continuava sendo um só. Eu te amava e via em você tudo que tinha procurado durante todo esse tempo. As inseguranças, os medos, as certezas e os sonhos… Pedi pra uma das estrelas que você tanto quis ver, que aquela noite durasse pra sempre. Quis estar naquele 19 de abril, completando 23 anos até o fim da vida com você do meu lado, um pouco longe, um pouco perto. Só metade disso e eu já estaria feliz. Só queria acordar novamente naquele 19 de abril feliz.

Eu escrevo todos os dias pra me lembrar de quem eu sou, de tudo que sinto e que cada pedacinho meu se tornou seu naquele 19 de abril. Eu não sou mais a mesma. Também, nem poderia, mas até que queria ser. Queria voltar a ser só um pouquinho eu mesma, pra ver nós dois juntos de novo. Porque depois de te ter, não pude te ter mais. Algo mudou em mim, em você e não pudemos mais conviver juntos.

Eu tenho essa necessidade louca de ajudar você. O tempo todo tenho vontade de te pegar no colo, resolver seus problemas e ouvir você contando alguma coisa que me faça rir ou chorar… Tenho vontade de fazer aquele biquinho de um mês atrás, ouvir você rindo e falando “não adianta fazer isso, Carol” e te dar um beijo mesmo assim, ao invés de dar de ombros como eu fiz em todas as vezes. Tenho vontade de poder falar abertamente sobre o gostar de você, poder segurar sua mão e confessar que eu não gosto dessa situação porque ele é minha. Falar que na verdade, eu gosto dessa situação porque ele é sua. Sua e minha. Ela é nossa.

 

Tu me perdoa? Olha, eu te perdoô. Te perdoô por cada linha escrita pra ti nesse 1 mês. Te perdoô por você ter me feito chorar ao mandar aquela mensagem no domingo. Te perdoô por você não poder estar do meu lado nesse momento. Te perdoô por ser tão lindo e ainda assim por não ser minha alma gêmea. Te perdoô por ter esse sorriso que me encanta, por me deixar apaixonada todos os dias com sua presença, por me hipnotizar com o cheiro do seu perfume que ainda não saiu da minha cabeça. Te perdoô por eu estar chorando agora olhando suas fotos, lembrando que nunca mais seremos.

Eu te perdoô pelo 19 de abril com chuva, grama molhada, nossas risadas e tropeços.

Espero que você também possa.

“Our endless love will remain
Until we meet again”

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